Após 5 dias preso, Paulinho da Ótica é solto, mas continuará recebendo salário da prefeitura de Barra de São Francisco

 

O Secretário Municipal de Administração de Barra de São Francisco, Manoel Paulo de Oliveira Neto, o Paulinho da Ótica, foi solto nesta terça-feira, 18 de fevereiro de 2020, após 5 dias preso.

Paulinho foi preso em sua residência na última quinta-feira, 13, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), que investiga um suposto esquema na prefeitura de Barra de São Francisco. A prisão preventiva era para 5 dias, portanto, após vencido o prazo, todos os detidos foram liberados.

Segundo apuração do Ministério Público Estadual, Paulinho da Ótica usou o cargo para intermediar o contrato da prefeitura com a empresa RT, no valor de R$ 5.640,000,00 (cinco milhões e seiscentos e quarenta mil reais)

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Na quinta-feira o secretário foi levado Centro de Detenção Provisória de São Domingos do Norte, depois foi para o presídio de Linhares, no Norte do Estado.

Segundo a prefeitura de Barra de São Francisco, Paulinho da Ótica continuará como Secretário Municipal de Administração, porém, estará afastado do cargo por determinação judicial. O salário será cortado em 60%. A justiça também determinou que ele deve manter distância mínima de 500 metros da administração pública municipal.

Tendo como base o salário de R$ 4 mil que recebe um secretário municipal, Paulinho da Ótica receberá aproximadamente R$ 1.600,00 por mês, sem comparecer à secretaria, enquanto por 120 dias ou até o surgimento de circunstância relevante que determine qualquer alteração da situação verificada na decisão.

Amigos de Paulinho disseram que ele pedirá exoneração, as essa informação não foi confirmada pela prefeitura. Se for confirmada sua exoneração, ele não receberá o valor citado acima.

Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão em várias secretarias da prefeitura de Barra de São Francisco, na casa de Paulinho da Ótica e também na casa de outras pessoas, entre elas o ex-procurador do município, Agenário Gomes Filho e de sua filha, Juliane Estevam Ferreira Gomes, que é esposa de Richelmi Neitzel Milke, dono da RT e apontado pelo Ministério Público como dono chefe de um esquema criminoso que frauda licitações em prefeituras de várias cidades do Espírito  Santo.