Ave-símbolo do estado de Goiás é encontrada em Barra de São Francisco

Uma Anhuma, também conhecida como Alicorne ou Iúna, foi encontrada na manhã desta sexta-feira, 5 de agosto de 2022, em uma propriedade rural em Barra de São Francisco.

De acordo com a Polícia Ambiental, a guarnição foi solicitada pela senhora Gardiane Caetano Oliveira, para comparecer ao Sítio Diana, no Córrego Miracema. Ela relatou aos policiais que havia um pássaro com sinais de ferimento, necessitando de cuidados de um especialista.

Ao chegar no local, os policiais identificaram a ave, que estava com a pata direita quebrada, e sem condições de voar. “Diante do ocorrido foi realizado o recolhimento da ave, com apoio do Cabo PM Yurie, que mesmo estando de folga se fez presente no local, prestando auxílio para realização do atendimento”, explicou Sargento Gonçalves.

Devido aos ferimentos encontrados no animal, ele foi levado ao Centro Veterinário São Francisco e avaliado pelo médico veterinário Rossilon Caliari.

“O doutor Rossilon, gentilmente e de forma cortez se solidarizou. Ele prestou todos os cuidados necessários”, disse Gonçalves ao SiteBarra.

O animal será encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), no municíoio de Serra – ES, onde receberá os cuidados necessários. “Assim que estiver em condições ele será reintroduzido ao seu habitat natural”, finalizou o Sargento.

Anhuma

A anhuma tem cerca de sessenta centímetros de altura, oitenta centímetros de comprimento, 1,7 metros de envergadura e pesa em torno de três quilogramas. A plumagem é preta, exceto no ventre, que é branco.

A ave é típica da América do Sul e no Brasil é a ave-símbolo do estado de Goiás.

A sua característica mais singular é a presença de um espinho córneo e curvo de sete a doze centímetros na cabeça. Possui também dois esporões, uma maior e outro menor, em cada asa. O bico é curto e pardo-escuro, com a ponta esbranquiçada. As pernas são grossas e possuem grandes dedos.

Habita, principalmente, os pantanais e beiras de lagoas e rios com margens florestadas ou com vegetação rasteira. Vive aos casais e em grupos familiares, às vezes em bandos maiores. A sua alimentação básica são plantas flutuantes e gramíneas. Costuma migrar durante a seca, voltando na época chuvosa. Na época do acasalamento, a fêmea põe, em geral, três ovos de cor marrom-olivácea.