Besil Cassimiro, de Água Doce do Norte, participa de exposição artística em Copacabana

Geraldo Cassimiro, ou simplesmente o Besil, um jovem de Água Doce do Norte que desde criança sonhou em ver sua arte estampada nas principais exposições do Brasil e do mundo, mas que nem sempre viu as pessoas ao redor acreditar que isso poderia ser possível, por ser um menino do interior, ele enfrentou muitos obstáculos e desconfiança.

Aos 4 anos de idade Besil já demonstrava um enorme interesse por desenhos, mas como qualquer outra criança nessa idade os traços ainda não eram perfeitos, porém o tempo passou e o interesse foi aumentando, e com isso um enorme talento foi sendo descoberto. Besil era diferente dos colegas, ao desenhar mostrava que tinha um dom especial que era elogiado por todos, mas ninguém imaginava que isso um dia se tornaria sério, muito menos que esse jovem sonhador pudesse representar Água Doce do Norte nas principais exposições de Artes Plásticas do Brasil.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE BESIL

Durante a infância ele sempre se interessou por desenhos, embora ainda não conhecesse as técnicas, papéis, lápis e ferramentas adequadas.

No ano de 1991, através de uma amostra de desenho realizada pela sua amiga Raquel Juliane, Besil se sentiu incentivado e disse pra sí mesmo “… eu um dia vou desenhar assim”. O tempo foi passando e ele não desistiu do desejo, que mais tarde se tornaria em um grande sonho.

Besil chegou a pensar na possibilidade de deixar Água Doce do Norte naquele momento para realização de um curso a distância, ele sabia da necessidade de ter um profissional por perto, mas não era tão fácil assim, e somente em 1999 ele conseguiu um patrocinador para realizar um curso no SENAC em Vila Velha – ES, porém o número insuficiente de alunos não permitiu que Besil começasse sua caminhada, e mais uma vez o sonho estava sendo adiado.

Em 2002 os planos de Besil deu um tempo, ele precisou de mudar para Rondônia para encontrar sua família que havia instalado residência por lá desde o ano de 1999, por lá recebeu algumas promessas de patrocínios que jamais foram cumpridas, enquanto isso trabalhou em uma escola para garantir seu sustento.

No ano de 2005 ele retornou para Água Doce do Norte, mais precisamente em Cafelândia, local que Besil guarda um sentimento de muito carinho, mas seu retorno durou pouco tempo, ele logo tratou de fazer seu primeiro curso em Barra de São Francisco em 2006, aprendeu algumas técnicas e em seguida se mudou para Portugal, em terras lusitanas Besil descobriu um atelier em uma página de classificados, o local foi frequentado por ele 6 meses, foi lá que ele foi informado por um primo que havia uma escola de pintura na região, então logo ele abraçou a oportunidade e se matriculou na Escola Duran Castainbert, que leva o nome do próprio dono, nessa escola ele permaneceu entre 2008/2009, alí ele acabou pegando contato de alguns artistas, entre eles, Ana Agostinho, Mônica Gomes e Waldemar de Lima.

Ana Agostinho deixou a escola Duran Castainbert por onde se formou e trabalhou, a artista plástica foi convidada para ir trabalhar na Associação Cultuarte, levando Besil junto com ela, ele permaneceu no local por um curto período de 4 meses onde aprimorou seus conhecimentos.

De volta ao Brasil, Besil conhece a ONG Grupo Código em Japerí, região metropolitana do Rio de Janeiro, lá ele recebeu a oportunidade de trabalhar como oficineiro de desenho nos anos de 2012, 2013 e 2014, através da ONG ele levou alguns de seus alunos por duas vezes a Biblioteca Nacional, na capital carioca.

Após realizar algumas amostras suas e de seus alunos, Besil começou a participar de exposições, elas surgiram em maio de 2016 através de um convite feito pelo então projeto JPR, e logo 3 meses depois outro convite para um exposição realizada no “Cras Cancela”.

Besil acredita que o renomado fotógrafo Davy Alexandrisky teve total influência em patrocina-lo para buscar conhecimento na segunda melhor escola de Artes Visuais do mundo, Parque Lage, foi lá que Besil conheceu a artista plástica capixaba de Pancas Isabel Roberts, ela viu de perto alguns trabalhos de Besil e o ajudou apresentando ele para José Luís Carlomagno (Diretor da Academia Brasileira de Belas Artes), que ao ver suas técnicas em fotografias, convidou Besil para seu atelier em Copacabana.

O artista aguadocense então mudou sua assinatura de Besil Cassimiro para apenas “Cassimiro”, a sugestão foi da artista Marice Prisco (presidente da Academia ALAP), para Alice o nome Cassimiro representa mais exclusividade e força no meio artístico, em março de 2018 Besil chegou ao atelier Carlomagno e começou a desenvolver a técnica óleo sobre tela, se destacando pela rapidez e agilidade.

Cassimiro está participando neste mês de julho da Exposição de 127 anos do Bairro Copacabana, no forte que leva o nome do bairro e se prepara para outras três exposições, sendo duas individuais e uma coletiva, e em uma delas ele participará de uma bela homenagem ao ícone do automobilismo mundial “fusca” na galeria Goltilib em Copacabana.

Besil Cassimiro irá completar no próximo dia 12 de julho 39 anos de idade e a lição que ele deixa para os jovens é que nunca desistam de seus sonhos, independente do que seja, trabalhe, tenha perseverança e acredite sempre que o objetivo será alcançado, pois Deus tem um plano na vida de cada ser humano, só é preciso acreditar e lutar sempre.

Besil ainda não tem data programada, mas em breve estará em Água Doce do Norte para ver de perto familiares e amigos.

Fonte: SiteBarra