Caso de malária é diagnosticado em Vila Pavão

A Secretaria de Saúde de Vila Pavão diagnosticou recentemente um caso de malária no distrito de Praça Rica, interior do municipio. Trata-se de um homem que chegou ao município proveniente da região amazônica para trabalhar na colheita do café.

O tratamento do infectado e as ações de combate ao mosquito transmissor começaram imediatamente após a descoberta da doença.

Nos meses de julho a setembro de 2018, a região viveu um surto de malária. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), durante esse período, Vila Pavão e Barra de São Francisco, registraram 2.300 casos suspeitos da doença. Desses, 142 casos e um óbito foram confirmados.

Caso importado

A malária é uma doença infecciosa transmitida através da picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada pelo protozoário do gênero Plasmodium, caracterizada por episódios de febre, calafrios e tremedeiras, sintomas que facilmente podem ser confundidos com a dengue, chigunguya e agora até com a covid-19, por isso, é importante procurar uma Unidade e Saúde aos primeiros sintomas.

O agente de combate às Endemias, Vilmar Rodrigues, referência à malária no município, destaca que este é um caso importado, uma vez que, a malária está erradicada em Vila Pavão, assim como, em todo o estado do Espírito Santo, o que não significa que a região está livre da doença.

“Geralmente ela chega ao município através de pessoas que viajam para a região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área endêmica, que, ao retornarem trazem a doença”, explica.

Prevenção

Como medida preventiva, a Prefeitura Municipal, por meio da Vigilância Ambiental está realizando borrifação domiciliar e fumacê nas ruas do distrito de Praça Rica a cada cinco dias para eliminar as larvas do mosquito transmissor.

Tratamento

A partir do momento que a pessoa é diagnosticada com a doença é iniciado o tratamento com doses de medicamento por um período de 03 a 14 dias. Com o paciente em observação, começa o processo de levantamento de cura, onde são realizados sequencialmente testes rápidos com nove lâminas de amostra de sangue.

Se o quadro não se agravar, depois de 40 dias de tratamento ele recebe alta, porém, só será considerado curado após 90 dias.

Doenças reemergentes

As doenças reemergentes são aquelas controladas e até erradicadas que voltam a aparecer em surtos ou epidemias, como malária, dengue, sarampo, coqueluche e tuberculose. Existem vários fatores que podem contribuir para o reaparecimento dessas doenças.

O vai e vem de pessoas dentro do próprio país, é um jeito mais comum delas cruzarem fronteiras.

Equipe da Vigilância Ambiental está de prontidão. Foto: Secretaria Municipal de Saúde

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