Ecoporanga: paciente reclama de demora em atendimento no Hospital Fumatre

Na manhã desta segunda-feira, 02 de dezembro de 2019, o senhor Calesmil Gomes, entrou em contato para deixar sua indignação com o atendimento do hospital Fumatre de Ecoporanga.

Calesmil, em depoimento, relatou que chegou às 11:00h no Pronto Socorro do hospital, com sua esposa, Sueli Alves de Oliveira, que sentia forte dor de cabeça, e aguardou mais de uma hora e meia até ser atendido e feito o BAU.

Em relato, Calesmil disse que a atendente do hospital falou que o médico que estava de plantão só iria atender após seu horário de almoço. Enquanto o tempo estava se passando a dor de cabeça de Sueli estava aumentando, e a única coisa a fazer foi levá-la para um atendimento de um farmacêutico.

“Muito triste o atendimento no Pronto Socorro da nossa cidade, estive com minha esposa desde 11:00 com uma forte dor de cabeça, só pra fazer um BAU, mais de uma hora e meia de espera, resolvi pergunta a moça, aí ela me disse que o Dr. só iria atender depois do horário de almoço dele…. Deixa a gente na espera e não avisa nada, muita falta de consideração com o ser humano! Lamentável essa situação do atendimento na saúde do nosso município!!!”, relatou Calesmil

A direção do hospital tentou esclarecer o ocorrido:

“O Hospital Fumatre lamenta o ocorrido recentemente com um usuário do Pronto Socorro, porém, após averiguação do fato em referência que ora está sendo comentando, podemos informar que a direção obteve informações que na data havia mais de 20 pacientes internados, além de que a pediatria havia várias crianças. Todos são sabedores que independente do dia, a Fumatre há muitos anos possui somente um médico por plantão, o qual atende enfermaria, pediatria e Pronto Socorro. Quando o atendimento é na enfermaria e pediatria, o Pronto Socorro ocorre um atendimento rápido em situações de urgência e emergência, sendo que o médico para o atendimento na enfermaria ou pediatria para socorrer os casos de urgência e emergência e os demais casos que não enquadra nesta situação de classificação se espera um pouco, sendo que segundo a enfermeira era o caso do paciente em questão, porém, os primeiros serviço já tinha sido feito, ou seja, classificação e nesta hora o médico estava em atendimento interno.
Deixo claro que quando o médico neste dia atendia a enfermaria, ocorreu dois casos de emergência e foram atendidos e no hospital quem tiver interesse verá com os próprios olhos a quantidade de pessoas que foram atendidos através dos BAUs.
Quanto a informação de que o médico estava almoçando, isso ocorreu após as 14:30h, pois antes não se teve como almoçar.
Concordamos que se houvesse um segundo médico a situação poderia melhorar, isso é interesse da Fumatre, porém, além do custo que seria alto, a Fumatre não dispõe de verba e por outro lado, não está sendo fácil arrumar profissional, muitos preferem grande cidade ou capital. Quanto ao Dr. Marluz que fala-se que foi tirado do hospital por está gastando, volto a dizer que não procede essa afirmação, ele saiu pelo fato de prestar serviço para o mais médicos e então não pode trabalhar em dia de semana para hospital e na cidade de Água Doce do Norte, ele trabalha para o mais médicos…ele é ótimo profissional, na época foi lhe dado o direito de trabalhar no sábado ou domingo, mas não aceitou, até hoje se ele deixar o mais médicos, será muito bem vindo na Fumatre, o que não pode é ser mais médicos e trabalhar na sexta-feira fora do programa, como aqui mesmo em Ecoporanga tem outros médicos e não trabalha, pois não pode.
Por fim, a Fumatre pede desculpas a todos, pois estamos procurando melhor atender dentro do que dispomos, mas nunca pensando em maltratar alguém, porém, o que não se pode negar é que mesmo com as dificuldades fazemos além, ou seja, o que deveria ser um atendimento de urgência e emergência, faz também atendimento ambulatório e consulta o que acaba ocasionando congestionamento no pronto socorro e o caso em questão pela informação, um farmacêutico resolveu.. então, será que era de fato urgência ou emergência… fica a dúvida, se fosse talvez um farmacêutico iria resolver ou mandaria de volta ao hospital em caso de emergência ou urgência…
Se com a Fumatre está ruim, pior sem ela assim pensamos…..mas nosso lema é….. tenhamos paciência, pois procuraremos melhorar sempre…. Deus nos ajudará, sabemos que saúde é prioridade”.

A Direção do Hospital.

Com informações de Junior Sapo’s / agitaeco