Prefeito Alencar Marim nega reajuste e professores de Barra de São Francisco podem entrar em greve nos próximos dias

Assembleia dos Professores da rede municipal de educação de Barra de São Francisco em 2015, quando o prefeito era Luciano Pereira. Logo na frente, Alencar Marim e Penha Fagundes, que hoje ocupam, respectivamente, a cadeira de prefeito e secretária municipal de Educação

 Recentemente foi formada uma comissão de professores da rede municipal de Barra de São Francisco, que está tentando um acordo com o Prefeito Municipal Alencar Marim(PT).

Os profissionais da educação reivindicam e tentam negociar seus reajustes salariais referentes ao piso nacional do magistério. A perda salarial chega 37,45%.

Segundo a comissão dos profissionais da educação, eles se reuniram várias vezes com o representante do sindicato dos professores (SINDIUPES) e com o prefeito, sendo que até agora nenhuma proposta foi apresentada à categoria, deixando a entender que nesta gestão municipal não haverá nenhum tipo de acréscimo salarial.

No dia 26 de junho de 2017, a comissão se reuniu com o representante do sindicato dos professores (SINDIUPES). Na ocasião, ficou decidido agendamento de uma reunião com o prefeito para o dia 05 de julho de 2017. Segundo professores que fazem parte da comissão, na reunião agendada o resultado foi mais frustração e decepção para os professores.

Mesmo sendo lei, o prefeito Alencar Marim, juntamente com a secretária e subsecretária de educação, deixou bem claro de que não existe previsão para o cumprimento da Lei do piso salarial. Vale ressaltar que os dois, tanto prefeito quanto secretária são professores.

Mais uma reunião aconteceu no dia 13 de julho de 2017. A comissão esteve reunida com o representante do sindicato dos professores e ficou decidido de que o assunto será levado à assembleia geral dos profissionais da educação (efetivos e contratados) e representantes do SINDIUPES, que acontecerá dia 20 de julho de 2017 às 18h na Câmara Municipal de Barra de são Francisco, em que será votada a proposta de uma greve dos professores da rede municipal de educação.

Lembrando que a reivindicação da categoria da educação não é aumento salarial que os professores tanto merecem pelo trabalho tão nobre que realizam, e sim reajustes das perdas nos salários que são garantidas e asseguradas pela Lei Federal nº 11.738/2008“, diz a comissão.

No ano de 2015, professores da rede municipal buscavam reajuste. Após conversa com o secretário municipal de educação na época, chegaram a um acordo e a greve não aconteceu. Muitos que na época participavam da manifestação hoje fazem parte da esquipe da administração e, mesmo fazendo parte da Educação, devem ficar de fora do movimento em busca dos direitos.