Projeto de construção da Estação Rodoviária é o maior embuste de Barra de São Francisco

Por Carlos Madureira

Um dos maiores desafios do município de Barra de São Francisco, vem desafiando prefeitos ao longo de décadas e nenhum dos últimos seis chefes do Executivo Municipal, conseguiram a façanha de realizar a construção de uma simples estação rodoviária. Agora, na gestão de um prefeito filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), a possibilidade de construção passa por esquema político visando as eleições municipais.

O prefeito até tem vontade de resolver o problema, mas um punhado de gente mesquinha que gravita ao seu redor, não querem que a obra tenha continuidade. O embuste (substantivo masculino – mentira ardilosa; logro, embustice, embusteirice) vem sendo aplicado ao longo desse período, para desespero de pessoas que precisam embarcar no terminal rodoviário, inaugurado em 1966 e pertencente a Viação Águia Branca.

É ali que vários coletivos estacionam ao longo do dia e da noite. Os passageiros são despachados quase no meio da rua, e cabe aos cobradores desses coletivos, servirem de sinaleiros ao trânsito, para que os veículos possam manobrar. Os únicos que detém preferencia de estacionamento são os da Viação Águia Branca, os quais partem após embarque e desembarque de passageiros, na rua Alceu Melgaço. Os outros coletivos, disputam espaço com motoristas e pedestres na avenida Prefeito Manoel Vilá.

Alguns, afirmam de forma categórica que os quase R$200 mil reais gastos no local, pelo então prefeito Luciano Pereira, não será perdidos e que o atual prefeito Alencar Marim, dará continuidade as obras. Outros, cansados dos embusteiros, garantem que o local continuará da mesma forma em que se encontra, cheio de mato, de lixo, de animais peçonhentos e um dos locais preferidos para a proliferação do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças.

Um frequentador do local que utiliza viajar sempre passando pelo terminal, afirma que até houve período em que o local de acesso aos sanitários e assentos, foram fechados. Há casos de pessoas terem de aguardar pelo lado de fora do terminal para serem embarcados ou aguardando um coletivo chegar de viagem. O mesmo cidadão que prefere não ser identificado, disse que sabe que a construção da rodoviária depende do período eleitoral, no caso eleições municipais do próximo ano e se os comerciantes do entorno permitirem a obra.

No caso dos comerciantes citados, houve uma época em que a tão propalada Estação Rodoviária, não seria ali, onde na década de 90, a Viação Pretti cedeu a área mediante desapropriação. O fato ocorreu quando o prefeito era José Lauer ainda estava no poder. Alguns comerciantes temiam que o local fosse transformado em praça e o terminal fosse construido ou nas proximidades da Vila Luciente ou no bairro Vaquejada.

Fotos: SiteBarra e Acervo Edivaldo Machado.