Rodoviária continua desafiando administração francisquense

Matéria: SiteBarra

A construção de uma rodoviária em Barra de São Francisco pelo visto ficará para história como o projeto mais difícil a ser realizado na cidade.

Há mais de 10 anos no papel, o projeto já passou na mão de diversos prefeitos e continua desafiando a atual administração de Alencar Marim.

O local escolhido, no centro da cidade, parece abandonado. Waldeles Cavalcante fez outdoor, Luciano Pereira chegou a pagar por um desenho de quase R$ 150 mil e Alencar Marim, desde que entrou, mantém distância do local.

A atual “rodoviária” em uma placa de inauguração de 1967. Foi a primeira rodoviária que teve no Estado e hoje está em situação pior que todas as outras. Todos os outros municípios os prefeitos tiveram a capacidade de construir uma rodoviária, os de Barra de São Francisco não.

As obras foram iniciadas, ainda na administração de Luciano Pereira, que não conseguiu concluir dentro dos quatro anos de mandato.

Alencar parece estar seguindo o mesmo caminho. Logo no início do mandato reclamou de alguns pontos do projeto criado por Luciano, mas também não deu continuidade nem criou algo novo. Faltando pouco menos de um ano e meio para o fim do seu mandato já desgastado, Alencar ainda não deu sinais de que irá concluir o projeto.

Alencar Marim chegou a criticar a construção da rodoviária e disse que a obra era de um galpão de entrada e saída de ônibus, mas não disse o que fará para que a cidade tenha uma rodoviária.

Pelo visto, o desafio de construir uma rodoviária em Barra de São Francisco ficará para o próximo prefeito e, provavelmente, será uma das promessas de campanha de diversos candidatos na próxima eleição.

Problemas

A atual “rodoviária” de Barra de São Francisco já não comporta mais o volume de tráfego de ônibus e passageiros da cidade.

O local fica constantemente congestionado e para sair das plataformas os ônibus têm que fazer manobras perigosas na Av. Prefeito Manoel Vilá, com os motoristas sendo orientados pelos trocadores, que assumem a função de guarda de trânsito para que os veículos possam sair.

A “rodoviária” é muito antiga e foi construída em um terreno doado por um empresário da cidade. Os ônibus da Águia Branca, em algumas horas do dia têm dificuldades para estacionar por falta de espaço.

O terreno comprado pela prefeitura no início da década de 90 era garagem da Viação Pretti, que vinha desafiando administrações até que retirou seus veículos, no final dos anos 90.

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